Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

15 de Novembro (Sweet November)

Hoje faz anos a mulher da minha vida. A mulher pela qual me apaixonei perdidamente. Uma mulher ímpar, diferente de todas as restantes mulheres e que me perdoem as restantes. Uma mulher com uma força que não é possível de quantificar ou qualificar por palavras. Uma mulher tremendamente fascinante, do princípio ao fim. A única pessoa com a qual me vejo o resto da minha vida. A única pessoa que sinto que realmente me completa, com todas as nossas diferenças e semelhanças. A única pessoa pela qual eu faria verdadeiramente tudo. Hoje, esta pessoa, esta grande, grande mulher, faz anos. E a única coisa que lhe desejo, é que continue a brilhar tanto como desde o primeiro dia. Com o mesmo sorriso. Com a mesma graciosidade.
' You're the queen of everything,
as far as the eye can see...'
Happy Birthday, my Love
(Vai agendado, porque espero estar demasiado ocupado neste dia e sem tempo nenhum para estar a escrever num blogue... Até breve a todos)

Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

Porque pessoas muito especiais...



Merecem festejos especiais e, sobretudo, merecem-nos repetidos.

Aos festejos só ficou a faltar um pedido de casamento, algo que eu tinha em mente. Mas esse virá no momento certo.

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

Porque hoje...



...É o aniversário de alguém muito especial.
A quem eu chamo evidentemente de família.

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Anjos Reais

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Acerca das mudanças


(Tema pedido pela C. Teixeira)

A C. Teixeira enviou-me um pedido para um tema que, pessoalmente, também eu considero muito pertinente: quando é que devemos mudar a nossa vida, por amor? O que devemos mudar? O que devemos manter?
Eu, que de momento estou a viver precisamente isso, posso defender com toda a convicção a minha opinião: creio que, por amor, podemos e devemos mudar coisas na nossa vida. Se e só se, essas mudanças forem positivas para a relação. Mais: só o devemos fazer se tivermos coragem para enfrentar essas mudanças. Porque, meus caros, mudar com um mundo de incertezas às costas, é o mesmo que mudar para pior, ainda que, deslumbrados, achemos que estamos a mudar para melhor. Não estamos, pelo facto de estarmos cheios de incertezas que, automaticamente, vão minar a nossa relação e vida. E das duas uma: ou temos coragem para enfrentar isso, ou damos por nós num abismo. Eu defendo que por amor, podemos fazer tudo. Porque o amor é um sentimento passível de ser responsável pelas maiores loucuras e actos. Da mesma forma que defendo que, por amor, é, para mim, impensável alguém perder a sua auto-estima, a sua personalidade, a sua identidade, no fundo, só para agradar a outra pessoa. Aquela teoria tão famosa de que só conseguimos amar o outro, depois de nos amarmos a nós próprios tem a sua razão de ser. Se para amarmos alguém, temos de deixar de ser tudo aquilo que somos (o que implicaria deixarmos de nos amar, porque já não seríamos os mesmos), então à partida essa relação estará condenada ao fracasso. É um facto que, no amor, alguém tem de ceder, mas as cedências devem ser de ambos os lados e devem ser feitas no momento certo e pela razão certa. Eu não me imagino ao lado de alguém que cede em tudo, que perde a sua personalidade, que perde a sua identidade, para me agradar. Se existe ali de facto afecto, e se esse afecto é genuíno, então há que respeitar a identidade da outra pessoa. Isto passa por aceitar que a outra pessoa não mude muitas coisas na sua vida e com todo o direito a fazê-lo. Isto passa por aceitar que nós podemos gostar de verde e a pessoa detestar verde e aceitarmos que a sua opinião em relação ao verde é tão válida quanto a nossa e que para sermos felizes, não é verdadeiramente necessário gostarmos ambos de verde.
Isto tudo para dizer que, de facto, no meu ver, por amor podemos mudar o que estivermos dispostos a mudar. O que tivermos gosto em mudar, pela outra pessoa e também por nós. Só assim as mudanças fazem sentido.

...



Porque um dia percebemos que, mesmo não o sendo na realidade,
damos por nós eventualmente a agir como pais.
A ter as mesmas preocupações, os mesmos receios.

A querer saber todos os detalhes de uma operação
e a desesperar por não os sabermos.

Acerca do sorriso


(Tema pedido pela F. Lopes)

A importância de sabermos fazer a outra pessoa sorrir ou rir, é, no meu ponto de vista, enorme. Quando numa relação os sorrisos não chegam naturalmente, sem premeditar, sem forçar, sem nada, algo de muito errado existe. Aprender a sorrir ou a rir com a outra pessoa, sobre tudo e sobre nada em concreto, é um dos primeiros grandes passos para uma relação duradoura. Aprender a rir da outra pessoa e de nós mesmos, em conjunto, sem causarmos mágoa ou tristeza, é uma conquista.

Acerca das desculpas


(Tema pedido pela S. R.)

Estava a ler mensagens que vou recebendo no e-mail do blogue e deparei-me com alguns pedidos para escrever temas, aqui. E confesso que vou tentar dar uma resposta a esses pedidos. Um deles era para que eu escrevesse sobre os pedidos de desculpa: o que valem, quando devem ser feitos, quando é que resultam, de facto.
Eu diria que, para cada acção (seja intencional ou não), existe uma reacção. A reacção da outra pessoa pode ser positiva ou negativa, conforme imensos factores, como a sua personalidade, ponto de vista e sensibilidade. Podemos ter a melhor das intenções, ainda assim, a outra pessoa pode sentir-se mal com a nossa acção. Isto acontece porquê? Invariavelmente porque somos pessoas distintas. É-nos, portanto, humanamente impossível, estarmos completamente conscientes de tudo acerca da outra pessoa. Podemos tentar colocar-nos nos seus pés, mas não podemos de facto ter os seus pés e andar por ela. Isto significa que se um dia virmos uma senhora idosa a olhar para o chão para uma medalha, supondo, e acharmos que faremos um grande gesto ao aproximarmo-nos e apanharmos a medalha, para lha darmos, podemos não estar a fazer algo que aquela pessoa aprecie. Imaginem, a senhora em questão poderia sentir que era importante para ela ser ela a conseguir baixar-se e apanhar a medalha, a senhora podia também estar naquele preciso momento a querer desfazer-se da medalha e a deitar-lhe uma última olhadela, a senhora podia estar a pensar em mil e uma coisas. Que nós, meros espectadores exteriores da vida dos outros, não conseguimos saber ao certo, porque não somos aquela pessoa. Por isso, mesmo que achemos que faremos um grande gesto ao apanharmos a medalha, podemos, por ventura, estar a fazer uma acção no sentido contrário. Por exemplo, caso aquela pessoa sentisse que era verdadeiramente importante ser ela a conseguir apanhar a medalha, provar a si mesma que conseguia, que não precisava de ajuda, a nossa acção poderia ser interpretada como um julgamento, da nossa parte, de como achámos que aquela pessoa não era capaz e nós, por pena, fomos ajudar. E a vida, por ventura, é muito assim. Nunca podemos saber ao certo se as nossas acções, independentemente das nossas intenções, serão bem recebidas ou não. Porque somos diferentes. E ainda bem que o somos. A diferença faz-nos crescer e conhecer outras realidades. E em que é que isto tem que ver com o pedido de desculpas? Tudo. Se muitas vezes os pedidos de desculpa chegam até nós como consequência de acções que nos desagradaram e que, de algum modo, possam ter sido mais ou menos intencionais, depois existem as acções sem intenções. As acções que podem magoar, mas que são resultantes de um único factor: a diferença entre nós, enquanto pessoas. E para essas acções, mesmo não possuindo qualquer intenção, se magoarem, sim, eu defendo que devem de existir pedidos de desculpa. A palavra certa no momento certo. Porque um arranhão curado no momento pode desaparecer, eventualmente, passado pouquíssimo tempo. Um arranhão não curado pode evoluir para marca, para cicatriz, para dor. Demorará consequentemente mais tempo a ser curado, sob pena de nunca o ser. É importante termos noção de que, independentemente da nossa intenção ou ausência dela, as nossas acções têm consequências, e cabe-nos a nós vermos se causaram incómodo. Se causaram, há que ter coragem e responder pelas possíveis consequências e encontrar a solução melhor. Tapar os olhos, calar, fingir que nada se passou, creio, é egoísta, é egocêntrico, é não ter respeito pelo outro ser humano. E mais: como me ensinou certa vez uma mente brilhante: as pessoas só perdoam e desculpam quando sentem verdadeiramente que quem pede desculpa está realmente arrependido e/ou, entendeu a consequência da sua acção, a dor que provocou. Só nesse momento, é que as pessoas conseguem perdoar. Quando têm a certeza que o outro foi capaz de ver o que causou.

...



E um dia percebes que gostas de alguém ao ponto de quereres recuar no tempo, mas não para mudares algo na tua vida. Apenas para fazeres parte da vida da outra pessoa, no seu passado, para a protegeres de coisas das quais sabes que ela não precisava de protecção. Apenas para estares presente nas suas vitórias, aplaudires a sua felicidade, estares lá. Existires lá. Onde tantas outras pessoas existiram. Apenas para estares presente nos momentos menos bons. E percebes que o facto de não teres estado, porque os vossos caminhos ainda não se tinham cruzado, é doloroso, no fundo. E que por ventura, são esses momentos onde nunca estiveste que custam mais. Quer tenham sido muito felizes, ou muito tristes. Quer tenham sido povoados de lágrimas ou de sorrisos. Porque o que tu querias mesmo, era ter pertencido a todos eles.

Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

...



E mais um ano de vida.
The best dog in the whole world.

Acerca da Interposição de Recursos



Que, como se sabe, permite a condenados por crimes graves saírem em liberdade após a leitura do acórdão, tem muito que se lhe diga. Se por um lado a Justiça está a dar a chance de uma pessoa provar, depois de tudo, que é inocente (se o fôr) por outro, vejamos: se a pessoa foi dada como culpada, e tendo em conta que tantos e tantos crimes infelizmente andam a passar impunes neste nosso mundo, seria extremamente improvável haver uma sentença que declarasse um culpado e ele fosse inocente. Mais: e os verdadeiros culpados? Pedem recursos atrás de recursos e vão continuando as suas vidas, esquecendo-se de que as vidas das vítimas muito possivelmente pararam no dia em que foram abusadas pela primeira vez. E aqui também me refiro a outros crimes e outras situações. Isto porque em tudo na vida, a moeda tem dois lados.

Life Story


E ainda bem que há alguém que está a escrever a nossa história...
Porque um dia eu vou querer relê-la ao teu lado.

Sábado, 4 de Setembro de 2010

Mais um blogue



Mais um blogue despretensioso e tranquilo para se ler. Transparente. Agradável. Gosto.

A thousand Yous



In my days, there's a thousand "yous" and there's only one of "me".

Acerca da beleza #2



Já há algum tempo que me perguntam se eu gosto de mulheres que se arranjem muito e se não gosto, o que acho delas. Bom, este tema é complexo e subjectivo. Subjectivo porquê? Porque depende obviamente do estilo de vida que a mulher em questão tenha. Do trabalho, da vida social que tenha, da auto-estima, de muitos factores. Portanto só posso confessar que gosto de uma mulher que se arranje, que goste de si, mas devo dizer também que me sentiria igualmente muito feliz ao lado de uma mulher que não se arranjasse, se dessa forma ela vivesse feliz. Até porque há mulheres que sem se arranjarem, são bonitas por si só. Ainda que se arranjem.

Viver e deixar viver


Eu confesso que já vi muitas reacções humanas. Aliás, como Psicólogo, embora trabalhe numa área de momento que não está directamente ligada a pessoas comuns da sociedade, já trabalhei com essas pessoas. Conheci muitas reacções humanas, portanto. E tenho de confessar que muitas me surpreenderam. Ultimamente tenho-me vindo a surpreender também com algumas reacções que se vão insurgindo sobre demonstrações de amor ou afecto publicamente, seja em blogues, seja no tão famoso facebook, seja de que forma for. Ou porque as pessoas escrevem muito sobre o que sentem, ou porque escrevem muito sobre o facto de terem encontrado alguém. A verdade, meus caros, é que essas reacções demonstram três coisas distintas sobre quem tem essas opiniões formadas: em primeiro lugar, essas reacções demonstram que as pessoas que se insurgem sobre demonstrações de afecto públicas poderão ter algum problema em chegar à simples conclusão de que só vêem e lêem se assim o quiserem. Nada as obriga a verem espectáculos de troca de afecto entre duas pessoas. Portanto têm um remédio poderoso contra esse desagrado que possuem: não voltarem a ler e ver essas mesmas demonstrações. Em segundo lugar, se alguém fica desagradado com o facto de outra pessoa mudar para melhor, há que ver aqui que algo não está bem em relação ao sentimento que a primeira pessoa tem pela segunda pessoa, isto porque qualquer pessoa mentalmente sã sabe que é natural desejarmos ou ficarmos satisfeitos com a felicidade dos outros, com as vitórias sobre as dificuldades que possam surgir. Já dizia Shakespeare que os verdadeiros amigos conseguem compreender que os seus amigos mudem. Em terceiro lugar, reacções contra demonstrações de afecto têm uma razão de ser pura e dura: as pessoas que as têm em algum momento da sua vida acharam que também as mereciam e não as tiveram, ou que alguém as fez e foram ridículas e portanto todas as demonstrações de afectos dos outros também o são.

Eu sempre fui muito adepto de um lema muito simples e que resolve muitos conflitos mentais:

Viver e deixar viver.

É só isso. E é tão simples.


...

Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Acerca da força



Afinal de contas, porque é que perdemos o chão, tantas vezes ao longo da nossa vida? Por que é que muitas vezes depois de cada queda em ver de nos sentirmos fragilizados pela queda, nos sentimos mais fortes? Porque depois de uma queda já sabemos várias coisas sobre a vida: que podemos cair, que a queda pode doer-nos, que pode deixar sequelas e que pode voltar a acontecer. Nada de positivo, portanto. Mas sabemos também que se nos levantámos, significa que somos mais fortes do que aquilo que julgávamos. Mais corajosos. Mais temerários. Menos receosos de arriscar viver a nossa vida.

Mar



O mar sempre foi a minha terapia perfeita.

Conversas




Em suma, existem muitas pessoas na nossa vida com as quais gostamos de conversar. Poucas com quem não gostamos assim tanto de conversar. Algumas com quem queremos conversar todos os dias. E uma, com quem poderíamos conversar durante toda a nossa vida.